Não sou mãe de família – ainda! – mas deixo aqui esta oração para todos os pais fazerem. Um dia, serei eu a fazê-la; um dia, sou eu quem vos vai pedir orações em favor dos meus futuros filhos – que, segundo a carne, serão muitos, caso me case; e que já são muitos, segundo a maternidade espiritual.
--
Oração dos Pais pelos Filhos
Glorioso São José, esposo da Castíssima Virgem Santa Maria, concedei-nos a Vossa protecção paterna, nós Vos suplicamos pelo coração de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Vós, cujo poder se estende a todas as necessidades, sabendo tornar possíveis as coisas impossíveis, volvei os Vossos olhos de pai sobre os interesses dos Vossos filhos.
Na dificuldade e tristeza que nos afligem, recorremos a Vós, com toda a confiança.
Dignai-Vos tomar sob o Vosso poderoso amparo este assunto importante e difícil, causa das nossas preocupações (referir qual o assunto que vos preocupa)
Fazei que o seu êxito, sirva para a maior glória de Deus e bem dos Seus dedicados servos. Amen.
São José, Pai e protector, pelo amor tão puro que tivestes ao Menino Jesus, preservai os meus filhos - os amigos dos meus filhos e os filhos dos meus amigos - das corrupções das drogas, do sexo e de outros vícios e males.
São Luís de Gonzaga, socorrei os nossos filhos.
Santa Maria Goretti, socorrei os nossos filhos.
São Tarcísio, socorrei os nossos filhos.
Santos Anjos, defendei os meus filhos - e os amigos dos meus filhos e os filhos dos meus amigos, das armadilhas do demónio que quer perder as suas almas.
Jesus, Maria, José, ajudai-nos a nós pais de família.
Jesus, Maria, José, salvai as nossas famílias.
domingo, 6 de Dezembro de 2009
Oração dos pais pelos filhos
Elogio da maternidade
O cardeal Mindszenty escreveu este elogio da maternidade:
"A pessoa mais importante da Terra é uma mãe. Não pode reclamar a honra de ter construído a catedral de Notre Dame. Mas construiu algo mais impressionante que uma catedral: um lar para uma alma imortal, a pequena perfeição do corpo do seu bebé...
Os anjos não foram beneficiados com essa graça. Não podem participar do milagre criador de Deus de conduzir novos santos ao céu. Somente uma mãe humana pode fazê-lo.
As mães estão mais próximas de Deus que todas as outras criaturas; Deus alia-se com as mães para realizar este acto de criação...O que há neste mundo de Deus mais glorioso que ser mãe?"
(HAHN, Kimberley Kirk. El amor que da vida: abrazar el maravilloso plan de Dios para el matrimonio, Ediciones Rialp, 2006)
sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009
Poema de um pai à sua filha
A Maria Efigénia
Do pai, Alvarenga Peixoto
Amada filha, é já chegado o dia,
Em que a luz da razão, qual tocha acesa,
Vem conduzir a simples natureza:
— É hoje que o teu mundo principia.
A mão que te gerou, os teus passos guia;
Despreza ofertas de uma vã beleza,
E sacrifica as honras e a riqueza
Às santas leis do Filho de Maria.
Estampa na tua alma a Caridade,
Que amar a Deus, amar os semelhantes,
São eternos preceitos de verdade;
Tudo o mais são ideias delirantes;
Procura ser feliz na Eternidade,
Que o mundo são brevíssimos instantes.
--
Queira Deus que muitas e muitas crianças, por esse mundo fora, tenham bons pais, pais responsáveis, que as amem e que lhes dêem uma boa e santa educação católica, sempre dentro dos princípios da moral cristã.
A minha teóloga favorita
Foi casada com o grande pensador católico, filósofo e teólogo Dietrich von Hildebrand.
Alice von Hildebrand, ao lado do seu falecido esposo, é um dos grandes nomes do catolicismo tradicional. É, igualmente, a glória das mulheres católicas tradicionais do século XXI, aquela que vem mostrar aos ultra puritanos que catolicismo tradicional, teologia e mulher são sinónimos...
Mulheres católicas assim é que fazem falta, para instaurar em Cristo todas as coisas!
Teólogas católicas fiéis ao magistério e à doutrina de sempre, para que Cristo reine.
Por um feminismo católico, combater, sempre!
---
«É urgente a promoção de um «novo feminismo» que reconheça o «génio feminino» e trabalhe pela superação de toda a forma de discriminação, adverte o presidente do Pontifício Conselho para os Leigos.
Quem se fez porta-voz da proposta de João Paulo II foi o cardeal Stanislaw Rylko, ao abrir o Congresso internacional sobre o tema «Mulher e homem, a totalidade do humanum», que o seu dicastério promoveu no 20º aniversário da carta apostólica «Mulieris dignitatem».
[o meu documento favorito do magistério actual]
Foi o primeiro documento do magistério pontifício dedicado por completo à mulher; mantém a sua atualidade e é de reflexão obrigatória porque, como alertou o purpurado polaco, presenciamos diariamente a «rápida e profunda transformação dos modelos da identidade feminina e masculina, e da relação entre sexos».
São consequência de «novos paradigmas culturais»; entre eles, duas tendências dominantes do feminismo radical, o «empowerment», que pretende defender a identidade feminina «fazendo da mulher a antagonista do homem», e a «ideologia de género», que pretende suprimir a diversidade sexual, concebendo-a «exclusivamente como o resultado de condicionamentos sócio-culturais», apontou o cardeal Rylko.
Daí a difusão de identidades masculinas e femininas «extremamente confusas» – observou –, reflexo de uma modernidade sem pontos de referência que substitui a verdade por uma pluralidade de opiniões.
«Esta tendência ameaça e põe em questão particularmente a figura da mãe e do pai», portanto, «a instituição do matrimónio heterossexual e a família biparental», constatou.
Em concreto, alertou que «hoje está em andamento uma grande batalha pela pessoa humana, pela sua dignidade e pela sua vocação transcendental, que se combate precisamente em torno da mulher, do conceito de feminilidade».
Consciente disso, o Pontifício Conselho para os Leigos há anos acompanha, «com grande interesse, tudo o que acontece no grande mundo feminino no âmbito cultural,social e também político», explicou o purpurado posteriormente.
«Como dicastério que se ocupa precisamente dos leigos, estamos especialmente comprometidos diante deste desafio que actualmente a Igreja, e sobretudo os leigos católicos, devem enfrentar, porque – insistiu – este desafio antropológico dirige-se, não só à Igreja em abstracto, mas justamente aos homens e às mulheres católicas em concreto.»
Certamente «é muito necessária uma denúncia da injustiça e da discriminação da mulher, uma denúncia do perigo destes novos paradigmas culturais, promovidos actualmente no mundo no âmbito global, mas sobretudo é necessário um testemunho», apontou.
Tal testemunho se deve traduzir em «um anúncio positivo de que vale a pena viver a própria identidade, masculina e feminina, segundo o plano de Deus, de que isso é belo e dá muita felicidade», afirmou.
Na sua intervenção, o cardeal Rylko havia enfatizado o ensinamento de João Paulo II: «Feminilidade e masculinidade – dizia – são complementares entre si, não só desde o ponto de vista físico e psíquico, mas ontológico»; «graças à dualidade do masculino e do feminino o [ser] humano realiza-se plenamente».
Nem «igualdade estática e homologante» nem «diferença abismal e inexoravelmente conflitiva»: a relação homem-mulher é natural e responde ao plano de Deus, que é a unidade dos dois «que consente a cada um – escrevia o falecido Papa – sentir a relação interpessoal e recíproca como um dom enriquecedor e de responsabilidade».
A pessoa «existe sempre e só como homem e mulher», acrescentava.
E foi o próprio João Paulo II que convidou os leigos «a tornarem-se promotores de um ‘novo feminismo’» que supõe «reconhecer e expressar o verdadeiro génio feminino em todas as manifestações da convivência civil, trabalhando pela superação de toda a forma de discriminação, de violência e de exploração», recordou o cardeal Rylko na sua intervenção.
[é um prazer para esta que agora vos escreve, promover esta bela mensagem do Papa João Paulo II! Um novo feminismo, um feminismo católico!]
A força moral da mulher – apontava o Papa Karol Wojtyla em «Mulieris dignitatem» – «une-se à consciência de que Deus lhe confia de maneira especial o homem, o ser humano», e se precisa dessa sensibilidade por cada pessoa.
«Daí – apontou o purpurado – surge também um papel particular da mulher na evangelização da cultura.»
[Claro, evangelizar na sua actividade profissional; levar Cristo às pessoas como advogada, médica, professora, teóloga…]
O Congresso Internacional – no qual estão representados 50 países dos cinco continentes –, com os seus trabalhos, procura afirmar a necessidade de fundar em princípios sólidos, antropológicos e teológicos, toda a reflexão orientada a contribuir para uma autêntica promoção da mulher na sociedade e na Igreja.
--
Mães, esposas, donas de casa, profissionais de sucesso e executivas brilhantes, mulher consagrada, teólogas católicas fiéis à ortodoxia da fé; todas têm uma grande dignidade como filhas de Deus.
Do puritanismo protestante e do rigorismo já condenados, livrai-nos Senhor.
Da regressão nas conquistas – legítimas e católicas – que as mulheres já alcançaram, livrai-nos Senhor.
Dos espíritos ignorantes – a ignorância é a mãe de todos os vícios – e sectários dos ultra rigoristas, libera nos Domine!
Por um novo feminismo, por um feminismo católico!
quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
Hino à autêntica mulher católica!
Obrigado a ti, mulher-esposa, que unes irrevogavelmente o teu destino ao de um homem, numa relação de recíproco dom, ao serviço da comunhão e da vida.
Obrigado a ti, mulher-filha e mulher-irmã, que levas ao núcleo familiar, e depois à inteira vida social, as riquezas da tua sensibilidade, da tua intuição, da tua generosidade e da tua constância.
Obrigado a ti, mulher-trabalhadora, empenhada em todos os âmbitos da vida social, económica, cultural, artística, política, pela contribuição indispensável que dás à elaboração de uma cultura capaz de conjugar razão e sentimento, a uma concepção da vida sempre aberta ao sentido do « mistério », à edificação de estruturas económicas e políticas mais ricas de humanidade.
Obrigado a ti, mulher-consagrada, que, a exemplo da maior de todas as mulheres, a Mãe de Cristo, Verbo Encarnado, te abres com docilidade e fidelidade ao amor de Deus, ajudando a Igreja e a humanidade inteira a viver para com Deus uma resposta «esponsal», que exprime maravilhosamente a comunhão que Ele quer estabelecer com a sua criatura.
Obrigado a ti, mulher, pelo simples facto de seres mulher! Com a percepção que é própria da tua feminilidade, enriqueces a compreensão do mundo e contribuis para a verdade plena das relações humanas.»
Fonte:
Carta às mulheres, de 1995, de Sua Santidade João Paulo II, número 2.
Deveres dos filhos para com os seus pais
aqui
«Pela natureza somos levados a amar os nossos pais, e isso constitui a felicidade da nossa vida. A Fé no-los apresenta como representantes do Poder e da Bondade de Deus e no-los fez amar com amor sobrenatural. Assim o amor cristão possui toda a força da natureza e da Graça.
Para ser verdadeiro, o amor filial revestir-se-á de três qualidades: será respeitoso, submisso e dedicado.
Amor respeitoso - O respeito é a primeira prova do amor filial. Um amor desprovido de respeito não passa de amor-próprio, vizinho do desprezo. O respeito é o guarda fiel do amor, é-lhe a coroa de honra e de glória. Em presença dos pais, o filho evitará rigorosamente toda a palavra menos respeitosa, ou trivial, que não ousaria dizer diante de um chefe; bem como todo o acto grosseiro ou menos polido, que não faria diante de uma pessoa digna. O filho dedicado levará sempre a peito honrar os seus pais perante o mundo. A sua honra pessoal lho impõe como dever, e Deus, como obrigação absoluta.
Amor submisso - A santidade de Jesus, até aos trinta anos de idade, foi um longo acto de obediência, cuja perfeição o Evangelho nos revela com esta simples frase: " Era-lhes submisso" ( Lc 2,51). A obediência era a Sua vida.
Feliz o jovem que souber obedecer como Jesus! Os seus actos terão grande mérito; o seu coração gozará das delícias da paz; a sua vida será abençoada por Deus.
Amor dedicado - O filho carinhoso evitará todo o divertimento de que os seus pais não possam participar; recusará toda a amizade estranha, que ocupe o seu tempo e os seus afectos em detrimento do amor filial. A sua felicidade está em viver sob o tecto paterno; o seu prazer, em prodigalizar aos pais cuidados ternos e carinhosos, e ser-lhes, na hora do sofrimento e da provação, consolação e força.
Feliz o jovem que põe a glória da sua vida em servir os seus pais, sem outra recompensa que o amor do dever cumprido, sem outro desejo que o de fazer-lhes o bem, sem outra esperança que a de Deus. Procedendo assim, nada terá a perder, pois o prazer mais puro é a família; a maior fortuna, a honra; a mais perfeita virtude, é a da dedicação.»
( São Pedro Julião Eymard, A Divina Eucaristia)
Oração dos noivos
Os noivos católicos, que caminham juntos em direcção ao Santo Matrimónio e que procuram conhecer a alma um do outro no período do namoro e do noivado, devem rezar juntos ao bom Deus e a Maria Imaculada, a fim de que Estes consolidem o seu amor e abençoem a sua união.
Uma oração possível é esta:
Senhor, estamos diante de Vós,
Somos noivos,
E desejamos ardentemente unir as nossas vidas para sempre
Porque cremos que fostes Vós mesmo quem nos uniu
E por isso Vos entregamos as nossas vidas neste momento.
Obrigado pelo amor que Vós derramastes nos nossos corações
E que nos uniu com tanta força;
Obrigado pelo dom das nossas vidas
Que elas possam dar frutos na carne e no espírito,
E quando em breve ouvirmos de lábios inocentes
O doce nome de pai e mãe
lembrar-nos-emos do Vosso amor de Pai
E da Vossa Mãe, Maria Santíssima,
E sentiremos o nosso coração encher-se de alegria.
Queremos desde já, Senhor,
Amar e respeitar um ao outro
Na alegria e na tristeza
Na saúde e na doença
na prosperidade e na adversidade.
Fazei, Senhor
Que o nosso amor continue assim
Para o resto das nossas vidas
Fazei do nosso amor, para sempre
Um instrumento fecundo do Vosso amor
Ajudai-nos, amparai-nos, e abençoai-nos
Amen
terça-feira, 1 de Dezembro de 2009
Às mulheres que já abortaram
«Um pensamento especial quereria reservá-lo para vós, mulheres, que recorrestes ao aborto. A Igreja está a par dos numerosos condicionalismos que poderiam ter influído sobre a vossa decisão, e não duvida que, em muitos casos, se tratou de uma decisão difícil, talvez dramática. Provavelmente a ferida no vosso espírito ainda não está sarada. Na realidade, aquilo que aconteceu, foi e permanece profundamente injusto.
Mas não vos deixeis cair no desânimo, nem percais a esperança. Sabei, antes, compreender o que se verificou e interpretai-o em toda a sua verdade. Se não o fizestes ainda, abri-vos com humildade e confiança ao arrependimento: o Pai de toda a misericórdia espera-vos para vos oferecer o seu perdão e a sua paz no sacramento da Reconciliação.
A este mesmo Pai e à sua misericórdia, podeis com esperança confiar o vosso menino. Ajudadas pelo conselho e pela solidariedade de pessoas amigas e competentes, podereis contar-vos, com o vosso doloroso testemunho, entre os mais eloquentes defensores do direito de todos à vida. Através do vosso compromisso a favor da vida, coroado eventualmente com o nascimento de novos filhos e exercido através do acolhimento e atenção a quem está mais carecido de solidariedade, sereis artífices de um novo modo de olhar a vida do homem.»
(João Paulo II, Evangelium Vitae)
Como uma mulher verdadeiramente católica deve educar os seus filhos
Publicado originalmente
aqui
«Uma mãe cristã preocupa-se com a alma do seu filho muito antes dele nascer. Durante esse período único, a mãe pode, pelo seu espírito de oração e oblação, exercer uma influência invisível sobre a alma do ser querido e captar para ele as bênçãos divinas.
A quando do nascimento, as mães e pais cristãos não deixem de consagrar ao Senhor o serzinho querido que Deus lhes deu, ou melhor, lhes confiou. O que será esse filho mais tarde? Não se destina a tornar-se eleito? E a missão mais importante dos pais não é a de ajudá-lo a realizar a sua vocação sobrenatural de filho ou de filha de Deus?
É aos pais que cabe a honra e a alegria da primeira educação religiosa dos filhos. Mas é preciso tudo prever. O padrinho e a madrinha recebem da Igreja a missão de "suplemento" . É nesse espírito que cumpre escolhê-los, e não tendo unicamente em conta convenções mundanas ou susceptibilidades familiares.
É nos primeiros meses de vida que a criança - que regista muito mais do que se pensa - pode receber a feliz influência da mãe, quando esta reza ao pé do seu berço. A criança, somente por ver, imitará por si mesma os gestos da mãe e aprenderá assim, pouco a pouco, a juntar as mãos e a enviar um beijo às imagens de Jesus e de Maria, cujos nomes, juntamente com os do pai e da mãe, serão os primeiros que balbuciará.
Quando a criança começa a falar, a mãe pode fazê-la repetir algumas curtas invocações. Rapidamente, a criança mostrar-se-á capaz de falar espontaneamente ao Bom Deus, por menor que seja o estímulo materno.
Desenvolver na criança o espírito de fé é habituá-la a ver Deus e a levá-Lo em conta na vida quotidiana. Compete à mãe impregnar da Divina Presença os dias do filho. Cumpre evitar que as relações da criança com Deus sejam relegadas unicamente para o início e fim do dia, mas, antes pelo contrário, aproveitar todas as circunstâncias, bem como as disposições do filho, para elevar-lhe a alma naturalmente a Deus...
Por um lado, não se deve tratar o Bom Deus como um "amiguinho" , o que levaria muito depressa à falta de respeito e à perda do senso do sagrado. Por outro, nunca se deve apresentar Deus como um Ser distante, inacessível, espião das fraquezas humanas, sempre pronto a surpreender as delinquências, pequenas ou grandes. Isto seria uma caricatura, uma verdadeira traição. Quanto mal pode ser feito por meio de frases como a que assimila Deus a um "Papão" ou a um "pai-de-chicote" : Desobedeceste e por isso magoaste-te; é bem feito, o Bom Deus castigou-te!".
Logo que a criança possa, a mãe zelosa deve ensinar-lhe as principais orações da Igreja: o Pai Nosso, a Ave-Maria e outras; explicar-lhe o sentido dessas orações, mas esforçar-se para que sejam recitadas correctamente, sem atropelos. Ainda aí, a mãe piedosa deve ter em atenção o sentido do sagrado e fazer a criança rezar "em beleza": pelo sinal da Santa Cruz, genuflexão bem feita, oração bem dita, com todo o coração.
Convém orientar sempre a criança no sentido de uma grande confiança e amor à Santíssima Virgem, por quem nos foi dado Jesus, e em quem sempre encontramos o caminho que a Ele conduz.
Com as crianças todas as precauções nunca são suficientes. Porque não lhes souberam contar toda a história de Jesus, inclusive a Sua ressurreição, há crianças que permanecem quer no estágio do presépio, quer na fase da cruz. Para as primeiras, Jesus é uma criança como elas, que nunca cresceu; para as segundas, é um Deus morto.
Não menos importante é advertir a criança de que não se espante se vir sombras, contradições, horas difíceis na história da Igreja. A barca de Pedro é frequentemente assaltada pelas tempestades. Perseguições e abandonos foram, aliás, preditos. Mas Cristo é o eterno Vencedor, é ele quem terá a última palavra.»
( A arte de educar as crianças de hoje, Gaston Courtois)
Cabe à mãe de família dedicar-se à santificação dos seus
Todos os textos que um dia publiquei no meu blog «Tradição Católica» sobre a mulher, estou a colocar aqui; e os de espiritualidade, no blog «Vida espiritual católica».
Este foi publicado originalmente
aqui
«Não contente com servir a sua família, a mãe deve dedicar-se à santificação dos seus. É o pedaço de terra que o Pai confiou aos seus incessantes cuidados, a fim de que o cultive na paciência, e o faça frutificar ao cêntuplo, pelo zelo puro e generoso de uma caridade ardente.
A missão divina da mãe de família é uma missão de fé, de virtude, de oração e de sofrimento.
1 - Missão de fé - A ela cabe, em primeiro lugar, falar aos seus filhos de Deus, da Bondade de Jesus Cristo; desenvolver o germe da Fé neles depositado pela Graça do Baptismo, zelar-lhes pela inocência, e formá-los bem cedo na piedade cristã e no amor a Jesus Eucarístico.
À mãe cabe conservar e alimentar a Fé da família, afastando rigorosamente tudo o que for apto a escandalizar algum dos seus membros. A fé é o mais precioso tesouro do cristão, e é por meio de santas leituras, de piedosos entretenimentos, que ela fará frutificar estas virtudes nos seus.
2 - Missão de virtude - A mãe de família deve inspirar a virtude e torná-la amável a cada um dos seus.
A sua própria virtude será simples e natural, a fim de que os seus filhos sejam naturalmente virtuosos; será doce e afável, como em Jesus e Maria, a fim de lhes conciliar todos os corações; será forte e desinteressada, a fim de se manter sempre igual nas provações e fiel a Deus nos sacrifícios.
Se o esposo que Deus lhe deu é antes um pecador a converter que um cristão a edificar, ela se dedicará com paciência e confiança a essa conversão.
3 - Missão de oração - É sobretudo pela oração que a mãe cristã santifica a sua família; pela oração, completa aquilo que a sua palavra e os seus exemplos esboçaram.
Deus nada recusa à oração constante de uma mãe -- e nisso pôs a Sua força e a Sua vitória. A oração, por conseguinte, deve ser o alimento habitual da alma da mãe de família.
A mãe ensinará, muito cedo, os seus filhos a rezar. Tratará, na medida do possível, de fazê-los ela mesma cumprir cada dia esse dever piedoso. Habituá-los-á sobretudo à visita frequente ao Santíssimo Sacramento, levando-os à Igreja desde pequeninos.
4 - Missão de sofrimento - O título de mãe é fruto do sofrimento. Deus assim o quis. O de mãe espiritual se adquire somente no Calvário, ao lado de Maria, Mãe de todos os homens.
Para obter a salvação dos seus, a mãe de família deve, portanto, resignar-se a sofrer, e a sofrer a sós com Jesus e Maria. São, todavia, sofrimentos felizes, que geram almas para a vida da Graça. Filhos de Deus, e cidadãos para o Céu. Quanto maior o sofrimento, quanto mais isento de consolação natural, tanto mais deve a mãe regozijar-se na caridade divina, pois é sinal de que a hora da vitória se aproxima.
Ditosa a mãe que tem a ciência da Cruz e a virtude de Jesus Crucificado, porquanto terá toda a doçura e poder inerentes. Que ela se exerça sem cessar na prática do amor crucificado, que o peça incessantemente, como sendo a Graça mais segura e mais sublime da perfeição.»
( A Divina Eucaristia, São Pedro Julião Eymard)
segunda-feira, 30 de Novembro de 2009
Grande mulher: Patrícia Donesteve. Arquitecta brilhante e mãe de dez filhos!
Patrícia Donesteve é arquitecta; Paulo Poole, seu esposo, estudou ICADE e tem um mestrado do IESE. Casaram há 16 anos e têm agora 10 filhos.
Embora tenham pouco mais de quarenta anos de idade, qualquer um deles poderia responder a uma ampla entrevista sobre as suas respectivas profissões. A Patrícia tem já uma experiência notável em direcção de projectos de desenho de Interiores – deu também aulas na escola oficial de Joalharia – e o Paulo está há anos na mesma multinacional do sector energético, onde trabalhou em várias áreas e esteve “em quase todos os negócios”, desde energias renováveis à área de aprovisionamentos.
Poderiam falar também das respectivas origens, ou de como se conheceram, dos anos que passaram na Colômbia, dos bons momentos e daqueles que não o foram tanto, das suas escolhas e renúncias, de como cada filho lhes foi trazendo um pão debaixo do braço: às vezes subtilmente, outras de forma tão patente que chegava a notícia de um trabalho ou de um aumento no próprio dia da notícia da gravidez ou no dia do parto.
Ela é de Vigo e são sete irmãos; ele nasceu em Bilbau e são catorze, motivo pelo qual Paulo se atreve a brincar que "de certo modo, também temos uma família numerosa por tradição". A Patrícia esquiava muito bem e o Paulo era monitor de Vela; mas casaram, começaram a chegar os filhos... e, agora, o seu tema de conversa preferido é a família.
"Não só de conversa – interrompe o Paulo. A nossa família é também o território no qual se desenvolvem os nossos interesses, as nossas preocupações... tudo". "Ficamos com um pouco de vergonha – continua a Patrícia – sermos entrevistados como se tivéssemos um mérito especial. O principal para levar por diante a família é contar com os filhos, com a sua ajuda, com os seus problemas, com as suas perguntas e com as suas respostas. Por exemplo, graças aos meus filhos tenho muitas amigas, as mães dos seus amigos; e muitas oportunidades de falar com elas e de partilhar, aprender e também ensinar; por exemplo, proporcionando-lhes meios de formação cristã como aqueles que eu frequento".
"Procuramos desfrutar da família em cada instante, todos, ou quase todos os momentos são bons para se tirar partido, mesmo que por vezes impliquem esforço – diz o Paulo noutro momento, talvez sem reparar que tudo o que diz vai parar à entrevista. Ter uma família numerosa obriga-nos a estar sempre em forma, também espiritualmente".
"A cultura do êxito leva, por vezes, a organizar a vida esquecendo o mais importante. E que conste que a vida não é de cor-de-rosa e a nossa também não; mas conviver com os filhos, educá-los com o exemplo e com as explicações, ajuda-nos a esforçarmo-nos por sermos melhores... e até a compreender melhor Deus Pai, que nos quer ainda mais do que nós aos nossos próprios filhos, que nos ama como somos e se derrete por nós, que só quer o nosso bem, está sempre atento às nossas necessidades... O que mais Lhe agrada das nossas obras é o amor com que as fazemos; Como o entusiasmo dos nossos filhos quando trazem um desenho para o dia do pai..."
"O Paulo quando fala destes temas fica sério. - Diz a Patrícia. Gostamos de desfrutar de cada momento com os filhos. Também participamos em várias actividades de orientação familiar e coordenamos o curso UM VERÃO DIFERENTE de Aula Familiar, uma ocasião magnífica para descansar, ocupar o tempo livre das crianças e formarmo-nos."
São optimistas e reservados para contar as dificuldades. Na entrevista, não nos falam das noites de vela, nem das idas às urgências, nem das alterações de planos, das hipotecas ou do custo da escolaridade, mas de alguns episódios; nota-se facilmente que são dos que vêem "oportunidades" onde às vezes apenas vemos "problemas".
Fonte: O site do Opus Dei em Portugal: opusdei.pt
***
ACTUALIZAÇÃO:
Um bom amigo desta casa trouxe ao meu conhecimento um vídeo do casal! Vejam:
Arquitecta, mãe de dez filhos e esposa. Grande mulher católica!
domingo, 29 de Novembro de 2009
Maria Santíssima, a minha melhor amiga
Maria Santíssima é a excelsa e Bem-aventurada Virgem, a mulher que esmaga a cabeça envenenada do dragão enganador. É a mulher a quem todos devemos chamar: “minha Senhora, minha rainha e minha mãe” e a quem devemos prestar um culto de louvor, reparação, amor, reconhecimento e gratidão.
É pois a bendita entre todas as mulheres, a cheia de graça, a imaculada, a Puríssima, a Castíssima, a inviolada. A mulher entre as mulheres, a rainha das rainhas, a Senhora entre as senhoras, mãe das mães... A minha e sua mais poderosa e fiel intercessora, a medianeira universal de todas as graças, a advogada dos pecadores, a corredentora do género humano, o refúgio seguro dos que sofrem, o asilo dos desesperados, a omnipotência suplicante, a força dos débeis, o consolo dos aflitos, a alegria dos tristes, a fortaleza dos abatidos, o ânimo dos que perderam a esperança, o conforto dos que são esmagados pela dor, o poderoso auxílio dos cristãos, a honra do nosso povo, a glória de toda a Terra.
Já viram que grande mulher? Quem como Maria, mãe gloriosa de Deus e rainha universal? Quem como Ela, soberana do Coração adorabilíssimo do Seu Divino Filho? Quem como Ela, senhora e Rainha de tudo quanto foi criado?
Quem é esta que avança como a aurora, formosa como a lua, brilhante como o sol, mais resplandecente que a luz mais clara, terrível como um exército em ordem de batalha? É a incomparável Maria! É a mãe mais solícita, a protectora mais insistente, a Senhora mais compassiva com os seus miseráveis escravos, a rainha mais dedicada aos seus inúteis súbditos, a doce e suave enfermeira que cura as enfermidades da nossa alma, a que está sempre e nunca vai embora. As suas mãos são liberalíssimas em prodigalizar-nos favores, benesses e graças; das suas mãos santíssimas e generosas, saem raios de luz que nos iluminam, fortalecem, vivificam; nos seus olhos, só habita a bondade, o acolhimento, o amor e a compaixão para com os seus tão amados filhinhos, tantas vezes ingratos.
Quer nas horas de tristeza, quer nas horas de alegria, bendita e louvada seja sempre na terra a excelsa virgem, santa Maria!
Maria Santíssima, gloriosíssima Mãe de Deus, Mãe do meu Senhor e Salvador Jesus Cristo, tem sido sempre a minha melhor amiga, Aquela a quem abro o meu coração, a quem conto os meus problemas, a quem digo os mais íntimos segredos da minha alma. Ela tem sido sempre para mim, amparo seguro, fortaleza firme, rocha inabalável; minha força, meu refúgio, minha protectora, minha defensora do mal, do pecado e dos perigos, minha libertadora das más inclinações, apetites desregrados e paixões desordenadas; minha estrela guia, minha luz brilhante, que me guia nas trevas do mundo, que me conduz no caminho recto da integridade de carácter. Maria é o garante da minha vida; é ela quem guarda o meu corpo, a minha alma e o meu coração, para que se não manchem com o pecado e a maldade. É Ela quem guarda os meus olhos, para que se mantenham puros; a minha língua, para que ela só pronuncie o que é agradável a Deus e leve esperança e conforto ao meu próximo.
É Ela a minha força nas contrariedades, o meu alívio e refrigério na dor, a minha consolação nas aflições e tribulações, a minha alegria no sofrimento e na tristeza.
É ela o suave bálsamo que me conforta e fortalece; a mão doce e amorosa que embala o meu coração quando este desfalece; é Ela quem, purificando-me das minhas maldades e misérias, me leva à presença do Seu Divino Filho.
Com Ela ao meu lado, nunca me sinto sozinha. Converso com Ela, como se pudesse responder-me; falo-lhe como a uma Mãe, a uma amiga, a uma irmã, a uma companheira de caminhada; amo-a com todo o meu coração, com todas as minhas forças e com toda a intensidade do meu ser. Maria é tudo para mim: minha melhor amiga, talvez a minha única amiga verdadeira.
Nos momentos de solidão e de dor, sempre está comigo, ali ao meu lado, a velar por mim; nos de aflição e desespero, dá-me a sua bondosa mão, leva-me ao colo e ampara-me. Nunca me falhou, quando pedi o que me convinha e era da santa vontade de Deus. Sobretudo, nunca me abandonou e nunca me traiu.
Nunca me deixa sozinha, sempre caminha comigo, permanece ao meu lado em todas as circunstâncias da vida. Dá-me força para os combates diários que há que travar e para me manter firme na defesa dos mais nobres e santos ideais que, Ela mesma, cheia do Espírito Santo, me inspirou.
Definitivamente, Maria é a melhor amiga que alguém pode desejar ter. Maria Santíssima é a minha melhor amiga, a minha mais fiel e leal companheira no caminho em direcção ao Seu adorável e benditíssimo filho, o meu dulcíssimo e amantíssimo Jesus.
A sua imagem, sob o título de Virgem de Guadalupe, a quem amo imensamente, nunca se separa de mim. Para onde quer que vá, levo-a comigo, sempre.
Com Maria quero sempre viver; e morrer com o seu doce nome nos lábios. Ao seu lado, quero cantar eternamente as ternuras do amor misericordioso do Coração Sacratíssimo e cheio de amor do Rei dos reis, Jesus Cristo meu Senhor.
Maria, ensinai-me a ser nada, para que Cristo seja tudo em mim.
Tudo por Jesus; nada sem Maria!
É assim a minha terna devoção e o meu imenso amor a Maria Santíssima, minha Senhora amorosa, minha Rainha doce e compassiva, minha mãezinha do Céu!
Maria, invocada por mim sob a imagem da Virgem de Guadalupe, é o meu maior tesouro, a minha fortuna inestimável, a minha maior riqueza!
Ela, Maria, a toda pura; Ela, Maria, modelo de humildade, de obediência, de castidade e de modéstia; Ela, Maria, lírio de virtudes.
sexta-feira, 27 de Novembro de 2009
Mulheres católicas que exerceram poder, Parte IV
Hoje falo-vos de uma grande mulher, com grandes capacidades intelectuais e com grande habilidade para a sólida argumentação e para a apologética da fé.
Para as puritanas submissas, esta é mais uma feminista liberal, como eu; porque Santa Catarina atrevia-se a debater com filósofos - todos homens -. Como veremos abaixo, ela chegou a enfrentar 50 homens! Olha que feminista! rsrsrs
Desculpem a ironia, mas há pessoas que bem a merecem.
Santa Catarina de Alexandria: uma perigosíssima feminista liberal, como eu - nunca mais! -, uma mulher que fazia o que não lhe competia, faltava ao recato que é devido a uma mulher - rsrsrsrs - por debater com homens!
Perdão pela ironia, vamos lá ao que verdadeiramente interessa.
--
Santa Catarina de Alexandria foi Virgem e Mártir; a sua festa litúrgica celebra-se no dia 25 de Novembro.
Nasceu no ano de 287 em Alexandria, Egipto; e faleceu no ano de 305 em Alexandria, Egipto, com apenas 18 anos.
Geralmente, os seguintes símbolos estão associados à sua imagem:
Um "quebra roda", uma espada, uma coroa nos seus pés, véu e anel, pomba, livro, mulher que argumenta com filósofos pagãos.
[que maravilha, esta última parte, para as puritanas 'católicas'!]
É padroeira da Apologética, dos artesãos que trabalham com uma roda (com cerâmica, fiação, etc.), dos educadores, dos jovens solteiros, dos juristas, dos advogados, dos bibliotecários, das bibliotecas, do Balliol College em Oxford, dos trituradores, dos enfermeiros, dos filósofos, dos pregadores, dos académicos, dos estudantes, dos professores, dos teólogos, da Universidade de Paris.
[sobretudo de algo ligado a capacidades intelectuais. Grande mulher]
Catarina de Alexandria (nome provavelmente derivado de Hécata), é uma das santas mais populares da Igreja Católica. Foi sempre conhecida, não só pelo seu exemplo heróico - até ao martírio pela fé - mas também, e sobretudo, pela sua grande sabedoria e capacidades intelectuais.
De família nobre (selêucida) e princesa por posição, era uma menina extremamente bela e culta que gostava de estudar filosofia, principalmente Platão.
Catarina, filha do Rei Costus, governador de Alexandria, declarou certa vez aos seus pais que só se casaria com alguém que a superasse em reputação, saúde, beleza e sabedoria.
[vejam que interessante, era vaidosa! rsrsrs]
A sua mãe, Saninela, que era secretamente cristã, enviou-a a um eremita de nome Ananias, que lhe disse que conhecia um jovem que a superava em todas as suas virtudes: «A beleza Dele é mais radiante do que o brilho do sol, a sabedoria Dele governa a Criação e as Suas riquezas espalham-se pelo mundo.»
Numa visão, Catarina foi transportada para o céu, encontrou-se com o menino Jesus e com a Virgem Maria e, em êxtase, casou-se misticamente com Cristo, convertendo-se ao cristianismo. Ela tinha, na época, 18 anos de idade.
Nessa época, ao ser descoberta e identificada como cristã, Foi à presença do imperador romano Maximino, que perseguia violentamente os cristãos. Com audácia e espírito combativo e apologético, censurou-o pela sua crueldade.
Apontou-lhe a sua limitação, ao crer em falsos deuses; e afirmou que o seu Deus era o único realmente vivo e o seu Rei era Jesus Cristo.
O imperador mandou prendê-la no cárcere, até que viessem ter com ela os 50 maiores sábios do mundo, e a humilhassem, desmontando a sua argumentação aparentemente simples.
Quando chegaram, os sábios riram-se do imperador, por tê-los convocado para contra-argumentar com uma mulher. Mais, com uma menina de 18 anos!
Porém, o imperador advertiu-os de que, se conseguissem convencê-la, ele os presentearia com os maiores e melhores bens do mundo; mas se não conseguissem, condená-los-ia à morte. Catarina foi tão plenamente sábia e firme nas suas colocações e argumentos que, mesmo diante desta ameaça, os sábios não conseguiram convertê-la aos ídolos. Pelo contrário, vencidos pela eloquência de Catarina, foram eles quem se converteu ao cristianismo. Frustrado, o imperador mandou prender Catarina na masmorra e torturá-la.
Visitada na prisão pela esposa do imperador e pelo chefe da sua guarda, Catarina acabou por, com sólida argumentação, convertê-los, fazendo o mesmo com inúmeros soldados. Mais enfurecido ainda, o imperador mandou assassinar os sábios e a sua própria esposa, lançou os guardas aos leões no Coliseu e condenou Catarina à morte; a uma morte lenta na "roda com lâminas", instrumento de tortura que mutilava e causava grande sofrimento. A roda acabou por explodir, ou pelo toque de Catarina ou pela intervenção dos anjos.
Ao ser determinada a sua execução, apareceu-lhe o Arcanjo Miguel para confortá-la e Catarina rezou a Cristo suplicando-Lhe que "em nome do seu martírio, Deus ouvisse as orações de todos aqueles que a Ele recorressem e tudo obtivessem pela sua intercessão."
Por fim, Catarina de Alexandria morreu decapitada e ao invés de sangue saiu leite e por isso mesmo as mães que amamentam recorrem também à sua intercessão.
O corpo de Catarina desapareceu milagrosamente, sendo transportado por anjos para o topo de Jebel Katerina, o pico mais alto da península do Sinai. Três séculos mais tarde, o seu corpo, incorrupto, foi encontrado por monges e levado para o Mosteiro da Transfiguração, onde algumas das suas relíquias e o seu nome ficaram até hoje.
foi ao ouvir a voz de Santa Catarina que Joana d'Arc encontrou a espada, que usaria na sua missão e mudaria a história da França. Conjuntamente com Santa Margarida e com o Arcanjo São Miguel, era uma das vozes que falavam com ela e a instruíram na sua missão de salvar a França.
Santa Catarina é considerada padroeira dos estudantes, filósofos e professores e também invocada pelos que trabalham com rodas e contra acidentes de trabalho. No Brasil, é a padroeira principal do Estado e da Ilha de Santa Catarina e co-padroeira da Catedral metropolitana de Florianópolis.
Em suma, Catarina era uma mulher muito inteligente, que se destacou pelos seus extensos estudos; estudos esses que a colocaram ao mesmo nível que os homens da sua época. Debateu – e venceu – 50 sábios filósofos pagãos.
Mais uma, das muitíssimas mulheres católicas – e eu já trouxe aqui três e pretendo trazer muitas, muitas mais – que se destacaram por serem o contrário do que as puritanas rigoristas e os machistas desejam que a mulher católica seja.
Aguardem. Embora eu já tenha provado suficientemente que as puritanas não têm razão, apesar de já lhes ter desmontado os argumentos todos, pretendo continuar a apresentar estes valiosos exemplos. Uma, duas, três, mil; para que não digam que estas virtuosas e católicas mulheres foram excepções; e para que, honestamente, quem me chamar feminista, o chame também às santas da Igreja.
Opiniões masculinas sobre a submissão, parte II
Este blog, sem eu saber bem porquê, está a fazer enorme sucesso! As visitas aumentam e aumentam dia-após-dia. E eu juro que não entendo porquê!
Os comentários entre colchetes são meus, o resto é do autor do texto.
--
Escreve o esposo católico de hoje:
«O meu nome é Demerval Júnior, sou casado há dezoito anos e tenho três filhos adolescentes.
Digo por mim mesmo, pela minha experiência de vida, que, às vezes, em relação ao Matrimónio, nem sempre é fácil imitar Jesus; mas com a graça de Deus TUDO é possível!
Lido muito com a vida familiar, dou palestras e retiros em encontros de casais com Cristo, além de catequese.
O sentido da palavra submissão, no contexto da frase de São Paulo, é de respeito ou «pôr-se ao exame». O sentido que hoje se dá à palavra submissão, na realidade, é o de "subserviência", ou seja, deixar-se escravizar, ANULAR as vontades, tornando-se reles criaturinha.
[se é respeito, ambos devem respeito, portanto a submissão é mútua: um ao outro. Como o sentido dado hoje à palavra é ambíguo, melhor eliminar a palavra, não queremos ser ambíguos e equívocos também]
Vê-se claramente que o Apóstolo exige que os homens AMEM As suas esposas COMO Cristo ama a Igreja, ao passo que a elas a exigência é, digamos, "mínima" em qualquer matrimónio: respeitar o marido...
E como Cristo ama a Igreja? Entregando-se INTEIRAMENTE para o bem dela, amando-a até à morte se necessário, levando-a à plenitude da beleza, ou seja, à santidade. Eis o papel dos maridos diante das esposas:
desgastarem-se até ao fim para a plena felicidade delas - e é exactamente isso que quer o VERDADEIRO amor: a felicidade da pessoa amada...
[Se tudo fazem para a plena felicidade delas, que sentido faz a submissão? Se desejam a felicidade delas, se as amam como Cristo amou a Igreja, não vão dominá-las, obrigá-las a fazer algo que elas não querem ou proibi-las de fazer algo que querem! Certo? Eu tenho muito, muito medo de me casar! Não quero um esposo que me domine, quero um esposo que me ame! E que faça tudo para a minha felicidade, como eu farei pela dele]
Assim, ambos, marido e mulher criarão em torno de si um ambiente de justiça, de amor e de santidade, um verdadeiro lar; um ambiente propício para a vida em plenitude e onde os filhos DE DEUS crescerão em sabedoria, graça de Deus e amor às virtudes
Numa casa assim, todos os filhos desse casal terão muito mais hipóteses de serem SANTOS e irem para o Céu. Eis o objectivo de Deus para as famílias. Vide os exemplos das famílias de Santa Teresinha e do Papa João Paulo II.
[e do Beato Carlos I da Áustria e de Santa Gianna Beretta Molla]
Deus tem um plano para as famílias, para o casal, a fim de que dele, Nasçam filhos PARA Deus que deverão ser educados num ambiente propício para que naturalmente desejem o Bem Maior, que é o Próprio Criador.
Normalmente, Teresa, ao final das palestras costumo vislumbrar as mulheres com olhinhos brilhantes para maridos com sobrancelhas arqueadas. Algumas delas costumam vir dizer-me que nunca haviam pensado por esse lado.
É grande o número de homens que vêm agradecer por Alguém lhes abrir os olhos para olharem para as suas esposas com os mesmos olhos com que Jesus olha para a Igreja.
Espero ter ajudado.
Demerval»
--
Mais um homem católico a sério!
Graças a Deus, aquelas aberrações que sujam a alma já são uma minoria. Minoria essa que envergonha a Sagrada Tradição, mas, ainda assim, uma insignificante minoria...
