Maria, Filha amada de Deus-Pai, entrego a minha alma aos vossos cuidados. Protegei a vida da graça na minha alma. Não permitais que eu a perca por causa do pecado. Protegei a minha mente e a minha vontade para que os meus pensamentos e desejos agradem a Deus. Dai-me entendimento, iluminai a minha inteligência, dirigi a minha vontade: para em tudo e sempre fazer a santa vontade do coração amoroso e eucarístico do meu Jesus.
Ave Maria...
Maria, Mãe amorosa de Deus-Filho, entrego o meu coração aos vossos cuidados. Fazei que vos ame de todo o coração e que ame sempre o meu próximo. E ajudai-me a evitar amigos que possam afastar-me de Jesus e levar-me a uma vida de pecado. Ensinai-me a não viver conforme pede o mundo, a não envergonhar-me da santa pureza, da modéstia e da sacrossanta fé católica e a dar testemunho diante dos meus contemporâneos de uma vida limpa, modesta e casta.
Ave Maria...
Maria, esposa amorosa do Espírito Santo, entrego o meu corpo aos vossos cuidados. Fazei que sempre me lembre que o meu corpo é templo do Espirito Santo que habita em mim. Não permitais nunca que peque contra Ele, cometendo actos impuros, pecaminosos e contrários à virtude da santa pureza.
Ave Maria...
Mãezinha, Rainha, Senhora: dai-me olhos puros para ver como Vós, coração dócil à vontade de Deus para amar como Vós, corpo casto para imitar as vossas mais excelsas virtudes e alma pura e nobre para nela conservar o meu Senhor. Ajudai-me a ser sempre recatada, casta e modesta! Nos olhares, nas palavras, nos gestos, nas amizades… dai-me pureza de corpo, alma e coração.
Ave Maria...
(Adaptado de um livro de Jason Evert, “Pure Faith” – com alguns pedidos acrescentados por mim)
segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
Oração à Santíssima Virgem pela castidade
domingo, 7 de Fevereiro de 2010
O que a mulher espera do seu esposo - principais deveres do marido
“A mulher deseja do marido uma única coisa, bem simples: ela quer ser amada moral e intelectualmente. Isto significa que ela quer ser compreendida, o que, para ela, é a mesma coisa.
Melhor ainda, ela quer ser adivinhada. Deseja que o homem a console quando está triste, a aconselhe quando está hesitante, testemunhe, com visível reconhecimento, a gratidão pelos sacrifícios que voluntariamente ela faz por ele, mas quer, sobretudo, que ele faça tudo isso sem que ela sinta a necessidade de lhe expressar que esse é o seu desejo. Um gesto, um elogio, uma palavra, um sorriso, uma flor, que dão à mulher a sensação desse reconhecimento, constituem, para ela, fonte de imensa alegria. Ao contrário, o consolo, o conselho, o elogio, o presente que correspondem a um pedido directo dela ao esposo – se ela sente a necessidade de reclamar tais coisas - perdem, para a mulher, todo o valor"
(Obras do Padre Charbonneau, C.S.C Colecção "Namoro, Noivado e Matrimónio", 1968)
quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010
Imodéstia no corpo, pecado grave
"Para mortificar o corpo, comecemos por observar perfeitamente as regras da modéstia e urbanidade; nisto se encontra abundante matéria de mortificação. O princípio, que nos deve servir de regra, é o de São Paulo: "Não sabeis que os vossos corpos são membros do Espírito Santo que reside em vós? Nescitis quoniam corpora vestra membra sunt Christi?... Membra vestra templum sunt Spiritus Sancti." (ICor 6, 15,19)
A) É necessário, pois, respeitar o nosso corpo como um templo santo, como um membro de Cristo. Nada desses trajes mais ou menos indecentes, que não são feitos senão para provocar a curiosidade e a volúpia. Cada qual traga vestuário que reclame pela sua condição, simples e modesto, mas sempre asseado e decente. Nada mais ponderado que os conselhos de São Francisco de Sales a este propósito:
"Sede asseada, Filoteia, e nada haja em vós destoante e mal posto... mas fugi o mais possível das vaidades e afectações, das curiosidades e loucuras. Propendei sempre, quando for possível, para a parte da singeleza e modéstia, que sem dúvida é o maior adorno da formosura e a melhor desculpa da fealdade... As mulheres vãs fazem duvidar da sua castidade: pelo menos, se a têm, não transparece entre tantas superficialidades e vaidades"...(Introdução à Vida devota, III. P., ch XXXIV)
São Luís diz, numa palavra, "que cada qual se deve vestir conforme o seu estado, de modo que as pessoas sisudas e os homens de bem não possam dizer: é de mais; nem os jovens: é de menos."
Quanto aos religiosos e religiosas, bem como aos eclesiásticos, todos estes têm sobre a forma e matéria do vestuário regras a que se devem conformar. É inútil dizer que o mundanismo e a afectação estariam completamente assimilados por eles e não poderiam deixar de escandalizar os próprios mundanos.
A compostura do porte é igualmente uma excelente mortificação ao alcance de todos. Evitar com cuidado as posições moles e efeminadas, conservar o corpo direito sem violência e afectação, nem curvado, nem inclinado para um lado ou outro; não mudar com demasiada frequência de posição; não cruzar nem os pés nem as pernas; não se apoiar indolentemente na cadeira ou sobre o genuflexório; evitar os movimentos bruscos e os gestos desordenados: eis aqui, entre centenas de outros, meios de nos mortificarmos sem perigo para a saúde, sem atrair as atenções, os quais nos dão sobre o próprio corpo grandíssimo domínio."
(Adolph Tanquerey, A vida espiritual explicada e comentada, editora Quadrante)
terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
A verdadeira família, a única família, é a que se funda na união sacramental entre um homem e uma mulher
Informações retiradas do blog do meu amigo João Cadete, «A saúde da alma»:
"E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra. Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Então Deus os abençoou e disse-lhes: Crescei e multiplicai-vos; enchei e dominai a Terra". (Génesis 1:26-28)
"O Projecto de Lei, recentemente votado na Assembleia da República, em ordem a reconhecer que uniões entre pessoas do mesmo sexo são casamento e fundam uma família, altera a dignidade da família natural, levará ao enfraquecimento da sua auto-estima, e contribuirá para o enfraquecimento da comunidade familiar.
A Igreja nunca aceitará a equivalência ao casamento das uniões entre pessoas do mesmo sexo, seja qual for o enquadramento legal que, porventura, lhe venha a ser dado. Esta circunstância levar-nos-á a um empenhamento renovado no apoio aos casais, valorizando a complementaridade e a estabilidade dos esposos, em ordem à fidelidade e à harmonia, hoje, tantas vezes ameaçadas pela cultura ambiente, que veicula a provisoriedade de tudo e a dimensão consumista do próprio amor.
A comunhão entre os esposos é bela, mas não é fácil. Os católicos sabem que a fidelidade e a profundidade do seu amor só é possível com a força de Deus, garantida no sacramento do matrimónio. E nunca permitiremos em nenhuma expressão da nossa acção com famílias, que as uniões de pessoas do mesmo sexo toldem a beleza e a verdade dos autênticos casamentos."
(Cardeal D. José Policarpo, na homilia proferida na Solenidade de São Vicente, Padroeiro principal do Patriarcado de Lisboa, na Sé Patriarcal a 22 de Janeiro de 2010).
__________________________________
"A Igreja ensina que o respeito para com as pessoas homossexuais não pode levar, de modo nenhum, à aprovação do comportamento homossexual ou ao reconhecimento legal das uniões homossexuais."
(Cardeal Joseph Ratzinger, actual Papa Bento XVI, enquanto Perfeito da Congregação para a Doutrina da Fé, no documento CONSIDERAÇÕES SOBRE OS PROJECTOS DE RECONHECIMENTO LEGAL DAS UNIÕES ENTRE PESSOAS HOMOSSEXUAIS).
___________________________________________
"As criaturas diferem-se umas das outras e podem ser protegidas, ou colocadas em perigo, de formas distintas, como sabemos a partir da experiência diária. Um ataque desse tipo vem de leis ou propostas que, em nome da luta contra a discriminação, atingem a base biológica da diferença entre os sexos.
A liberdade não pode ser absoluta, pois o homem não é Deus, mas a imagem de Deus, a criação de Deus. Para o homem, o caminho a ser tomado não pode ser determinado pelo capricho ou pela teimosia, mas precisa corresponder à estrutura desejada pelo Criador".
(Papa Bento XVI, na audiência com diplomatas, a 11 de Janeiro de 2010, no Vaticano).
____________________________________________
Santa Maria, Rainha das Famílias, rogai por nós! Abençoai e salvai as famílias católicas de todo o mundo!
domingo, 31 de Janeiro de 2010
Que lindo é contemplar a Deus nas crianças
As crianças são sagradas, têm algo de transcendente e inexplicável. Um sorriso, um toque, um gesto de uma criança permite-nos encontrar Deus – na inocência e na pureza mais absolutas. O amor que uma mãe tem a uma criança é o amor mais lindo, mais incondicional, mais desinteressado, mais gratuito e imenso que pode existir.
Encontro sempre o meu Deus e Senhor na delicadeza de um bebé que chora ou que sorri.
Mãe, deixa-me nascer
Que terrível é o maldito crime do aborto. Uma mulher que o defenda para outras mulheres, como pseudo-direito – o direito de escolher matar - ainda que jamais tenha praticado algum é, para mim, e sempre será um monstro.
Vejam, é um grito desesperado de um bebé, suplicando à sua mãe que o deixe nascer:
O aborto nunca foi e jamais será direito das mulheres. As mulheres têm todo o direito a ver reconhecida a sua dignidade de filhas de Deus, dignidade essa que é manchada de cada vez que uma mulher luta contra aquilo que lhe é mais próprio, mais característico; de cada vez que luta contra a sua própria essência: a maternidade.
Maldita, mil vezes maldita, a mulher que promove o aborto. Não falo das que o praticam num momento de desespero, mas dos monstros, das mulheres perversas que, tendo plena consciência da monstruosidade que defendem, continuam a advogar a livre “escolha” de outras mulheres.
Deus vos seja infinitamente justo e vos dê o que merecem pela vossa desumanidade. Eu, por mim, prefiro ser uma trad “obscurantista” e “fundamentalista” como tais luminárias me chamam, a ser um ser humano desprezível, um monstro como elas são.
quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010
Nova vida para a mulher católica - com apoio do magistério ordinário da Igreja. Deo gratias
41. Em segundo lugar, o facto por demais conhecido, isto é, o ingresso da mulher na vida pública: mais acentuado talvez em povos de civilização cristã; mais tardio, mas já em escala considerável, em povos de outras tradições e culturas. Torna-se a mulher cada vez mais consciente da própria dignidade humana, não pode mais ser tratada como um objecto ou um instrumento, reivindica direitos e deveres consentâneos com a sua dignidade de pessoa, tanto na vida familiar como na vida social."
(Pacem in Terris, João XXIII)
Nota: Este documento pontifício deve ser lido com muita prudência e cuidados por pessoas menos esclarecidas na ortodoxia da fé e na sã doutrina católica, de modo a não ser objecto de confusão.
terça-feira, 5 de Janeiro de 2010
Não, ele não te dominará. Ele amar-te-á
Fico a imaginar aquele rosto de Cristo, cheio de bondade e amor, repleto de compaixão pelas multidões, a falar do amor verdadeiro. Nunca poderia imaginar o meu Senhor e Redentor, o meu dulcíssimo e amantíssimo Jesus, a colocar a mulher numa condição de inferioridade/submissão.
Nem imagino São José a dar ordens à Santíssima Virgem. Muito pelo contrário, imagino Cristo a tratar a mulher como um ser igual ao homem – dentro das diferenças da sua condição, mas igual em dignidade – e São José a tratar a Santíssima Virgem, não como um despótico machista como alguns pseudo-católicos, mas como se Ela fosse o seu bem mais precioso, a sua riqueza mais inestimável, digna de todo o amor e respeito.
Quando será que esta gente vai entender que, no amor verdadeiro, no amor-companheirismo, no amor-parceria, no amor-respeito, não há lugar para domínios/submissões? Numa relação de amor verdadeiro, entranhável, isso não existe!
Com a palavra, o Papa João Paulo II:
"A descrição bíblica do Livro do Génesis delineia a verdade sobre as consequências do pecado do homem, como indica também a perturbação da relação original entre o homem e a mulher que corresponde à dignidade pessoal de cada um deles. O ser humano, tanto homem como mulher, é uma pessoa e, por conseguinte, « a única criatura na terra que Deus quis por si mesma »; e, ao mesmo tempo, precisamente esta criatura única e irrepetível « não pode encontrar-se plenamente senão por um dom sincero de si mesma ». Daqui se origina a relação de « comunhão », na qual se exprimem a « unidade dos dois » e a dignidade pessoal tanto do homem como da mulher. Quando lemos, pois, na descrição bíblica, as palavras dirigidas à mulher: « sentir-te-ás atraída para o teu marido, e ele te dominará » (Gên 3, 16), _descobrimos uma ruptura e uma constante ameaça precisamente a respeito desta « unidade dos dois », que corresponde à dignidade da imagem e da semelhança de Deus em ambos. Tal ameaça resulta, porém, mais grave para a mulher._ Com efeito, ao ser um dom sincero, e por isso ao viver « para » o outro, sucede o domínio: « ele te dominará ». _Este « domínio » indica a perturbação e a perda da estabilidade da igualdade fundamental, que na « unidade dos dois » possuem o homem e a mulher: e isto vem sobretudo em desfavor da mulher, porquanto somente a igualdade, resultante da dignidade de ambos como pessoas, pode dar às relações recíprocas o carácter de uma autêntica « communio personarum » (comunhão de pessoas). Se a violação desta igualdade, que é conjuntamente dom e direito que derivam do próprio Deus Criador, comporta um elemento em desfavor da mulher, ao mesmo tempo tal violação diminui também a verdadeira dignidade do homem._ Tocamos aqui um ponto extremamente sensível na dimensão do « ethos » inscrito originariamente pelo Criador, já no facto mesmo da criação de ambos à sua imagem e semelhança.
Esta afirmação de Génesis 3, 16 tem um grande e significativo alcance. Ela implica uma referência à relação recíproca entre o homem e a mulher no matrimónio. Trata-se do desejo nascido no clima do amor esponsal, que faz com que « o dom sincero de si mesmo » da parte da mulher encontre resposta e complemento num « dom » análogo da parte do marido. Somente apoiados neste princípio podem os dois, e em particular a mulher, « encontrar-se » como verdadeira « unidade dos dois » segundo a dignidade da pessoa. A união matrimonial exige o respeito e o aperfeiçoamento da verdadeira subjectividade pessoal dos dois. A mulher não pode tornar-se « objecto » de « domínio » e de « posse » do homem. Mas as palavras do texto bíblico referem-se directamente ao pecado original e às suas consequências duradouras no homem e na mulher. Onerados pela pecaminosidade hereditária, carregam em si a constante « causa do pecado », ou seja a tendência a ferir a ordem moral, que corresponde à própria natureza racional e à dignidade do ser humano como pessoa. Esta tendência exprime-se na tríplice concupiscência, que o texto apostólico precisa como concupiscência dos olhos, concupiscência da carne e fausto da vida (cf. 1 Jo 2, 16). As palavras do Génesis, acima citadas (3, 16), indicam de que modo esta tríplice concupiscência, como « causa do pecado », pesará sobre a relação recíproca entre homem e mulher.
Essas mesmas palavras se referem directamente ao matrimónio, mas indirectamente abrangem os diversos campos da convivência social: as situações em que a mulher permanece em desvantagem ou é discriminada pelo fato de ser mulher. A verdade revelada sobre a criação do homem como homem e mulher constitui o principal argumento contra todas as situações que, sendo objectivamente prejudiciais, isto é injustas, contêm e exprimem a herança do pecado que todos os seres humanos trazem em si. Os Livros da Sagrada Escritura confirmam em vários pontos a existência efectiva de tais situações e juntamente proclamam a necessidade de converter-se, isto é, de purificar-se do mal e de libertar-se do pecado: de tudo aquilo que ofende o outro, que « diminui » o homem, não só aquele a quem se ofende, mas também aquele que comete a ofensa. Essa é a mensagem imutável da Palavra revelada de Deus. Nisso se exprime o « ethos » bíblico até o fim. (33)
Nos nossos dias a questão dos « direitos da mulher » tem adquirido um novo significado no amplo contexto dos direitos da pessoa humana. Iluminando este programa, constantemente declarado e de várias maneiras recordado, a mensagem bíblica e evangélica guarda a verdade sobre a « unidade » dos « dois », isto é, sobre a dignidade e a vocação que resultam da diversidade específica e originalidade pessoal do homem e da mulher. Por isso, também a justa oposição da mulher face àquilo que exprimem as palavras bíblicas: « ele te dominará » (Gên 3, 16) não pode sob pretexto algum conduzir à « masculinização » das mulheres. A mulher—em nome da libertação do « domínio » do homem—não pode tender à apropriação das características masculinas, contra a sua própria « originalidade » feminina. Existe o temor fundado de que por este caminho a mulher não se « realizará », mas poderia, ao invés, deformar e perder aquilo que constitui a sua riqueza essencial. Trata-se de uma riqueza imensa. Na descrição bíblica, a exclamação do primeiro homem à vista da mulher criada é uma exclamação de admiração e de encanto, que atravessa toda a história do homem sobre a terra.
Os recursos pessoais da feminilidade certamente não são menores que os recursos da masculinidade, mas são diversos. A mulher, portanto, — como, de resto, também o homem — deve entender a sua « realização » como pessoa, a sua dignidade e vocação, em função destes recursos, segundo a riqueza da feminilidade, que ela recebeu no dia da criação e que herda como expressão, que lhe é peculiar, da « imagem e semelhança de Deus ». Somente por este caminho pode ser superada também aquela herança do pecado que é sugerida nas palavras da Bíblia: « sentir-te-ás atraída para o teu marido, e ele te dominará ». A superação desta má herança é, de geração em geração, dever de todo homem, seja homem, seja mulher. Efectivamente, em todos os casos em que o homem é responsável de quanto ofende a dignidade pessoal e a vocação da mulher, ele age contra a própria dignidade pessoal e a própria vocação.
(João Paulo II, mulieris dignitatem, 10)
domingo, 3 de Janeiro de 2010
Pela dignidade da mulher católica, sempre. - Mais um centro de formação para a mulher no mundo
Centro de Formação Integral para a Mulher na Bolívia
"Formar a mulher é educar uma família". Este é o lema de CEFIM, Centro de Formação Integral para a Mulher, que foi criado na capital boliviana em 1986. Às mulheres de escassos recursos, CEFIM oferece uma formação integral, que as capacita para um ofício e, respeitando a sua identidade cultural, lhes permite melhorar as suas condições de vida.
"Formar a mulher é educar uma família", diz o lema de CEFIM."Quando cheguei da minha terra, sentia-me só e estranha numa cidade enorme, não sabia muitas coisas: nem ler nem escrever, nem como cozinhar. No CEFIM aprendi a trabalhar com alegria e, agora, agradeço contar com um bom emprego com que posso ajudar a minha família". Estas palavras de Consuelo Villanueva resumem a experiência de muitas bolivianas.
Actualmente Bolívia é considerado um dos países mais pobres da América do Sul. Tem 8,3 milhões de habitantes, dos quais aproximadamente 50% vivem na pobreza. No campo, a pobreza afecta 94% da população, provocando uma forte migração rural para a cidade.
Tal situação de pobreza atinge sobretudo as mulheres, que têm menos acesso à instrução e às oportunidades de emprego do que os homens: segundo dados oficiais, estima-se que 60% das mulheres que vivem em áreas urbanas se vêem discriminadas por serem chefes de família e carecerem de educação e capacitação. As que trabalham fazem-no de modo informal, através de micro-empresas e de outras modalidades de auto-emprego, e recebem 39% menos de rendimento do trabalho do que os homens.
Uma resposta concreta
CEFIM procura que as suas alunas consigam um posto de trabalho que as leve a viver de maneira digna e cristã.Em resposta concreta a esta situação, a ASSOCIAÇÃO PARA A FORMAÇÃO CULTURAL E SOCIAL (APROCS) criou o Centro de Formação Integral para a Mulher (CEFIM), que se propôs oferecer habilitações técnica e escolar a mulheres de escassos recursos provenientes do campo e de zonas periféricas da cidade de La Paz.
"No nosso país existe uma significativa quantidade de mulheres que se encontram desempregadas ou em sub-emprego e que enfrentam problemas de sobrevivência", explica Graciela Volpe, directora de CEFIM. "Um dos factores mais decisivos dessa situação é a falta de habilitações. A nossa intenção é garantir às alunas o acesso a diferentes fontes de trabalho e formá-las para no futuro serem capazes de viver de maneira digna, cristã – e, por isso, plenamente humana – numa sociedade de grandes contrastes".
Como é normal, o CEFIM nasceu pequeno. Um grupo de pessoas que conheciam os ensinamentos de S. Josemaría Escrivá de Balaguer, Fundador do Opus Dei, procurou dar resposta cristã ao problema educativo e laboral feminino. Desde o início sabiam bem que o motor do projecto dependia de um princípio que S. Josemaría pregou desde 1928: "O trabalho, qualquer trabalho, é testemunho da dignidade do homem, do seu domínio sobre a criação. È ocasião de desenvolvimento da própria personalidade. É vínculo de união com os outros seres, fonte de recursos para sustentar a família; meio de contribuir para a melhoria da sociedade, na qual se vive, e para o progresso da tida a Humanidade" (Cristo que passa, n.47). Em breve o projecto mobilizou várias pessoas que vieram a colaborar na iniciativa.
O CEFIM na actualidade
Em 2002 começaram alguns cursos para mulheres que concluíram o ensino secundário.A construção da actual sede do CEFIM foi possível graças à colaboração do ICU – Istituto per la Cooperazione Universitaria, uma ONG italiana – e à União Europeia. Actualmente o projecto sustenta-se economicamente sobretudo por via dos donativos locais dos Amigos do CEFIM e às actividades que se levam a cabo para a obtenção de fundos.
Desde este ano, EDA-ODT, uma ONG australiana interessada na promoção da mulher, colabora nos cursos de Assistência ao Serviço da Hospitalização, Serviços de Assistência Pediátrica e Geriátrica, Cozinha e Indústria Alimentar. Estes cursos dão saída profissional às jovens que terminaram a escola secundária, e correspondem às necessidades actuais do país.
A formação recebida pelas participantes nos programas do CEFIM permite-lhes ingressarem no mercado de trabalho com melhores condições económicas e sociais: postos em empresas de serviços, oficinas familiares, pequenas indústrias, etc.
No CEFIM mais de 600 mulheres aprenderam a ler e escrever.No campo da alfabetização consegue-se que mais de 600 mulheres iletradas aprendam a ler e a escrever, ao mesmo tempo que adquirem uma qualificação técnica numa área de serviços básicos: cozinha, padaria, corte e confecção, tecidos, etc.
As alunas que passaram por CEFIM tiveram a oportunidade de receber uma formação multidisciplinar que abrange aspectos profissionais, académicos e humanos. Muitas redescobriram a dignidade da pessoa com consequências práticas na sua vida pessoal e nas suas famílias, ampliando o impacto benéfico da formação recebida.
O desafio de continuar a crescer levou os dirigentes do CEFIM a estabelecer novas metas: ampliar o plano de formação, implementar um plano de tutorias para docentes e alunas, aumentar o seu raio de acção mediante intervenções noutras zonas da cidade, iniciar novos cursos e melhorar a qualificação do corpo docente... Está ainda presente a ideia proposta, em certa ocasião, pelo ministro de educação boliviano: "Se queremos que esta obra progrida, devemos cuidar dela, mas devíamos pensar que é necessário que haja não um, mas muitos centros como este".
CEFIM
Calle Macario Pinilla, 345
La Paz, Bolivia.
Fonte: opusdei.pt
quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009
Um excelente 2010
Desejo a todos os meus leitores e amigos um ano de 2010 cheio das bênçãos e graças de Nosso Senhor, com os cuidados e a protecção maternal da Santíssima Virgem.
Para mim, só peço que o ano novo me traga tantas realizações pessoais e profissionais como este! Mais não é preciso, porque este foi rico em vitórias, pequenas e grandes. Claro, se também vier a cruz, estamos cá para carregá-la com amor, para suportá-la com paciência e resignação.
Se Deus me der em 2010 a grande força que sempre me deu toda a vida, já fico imensamente feliz!
Viver sem luta não é ter vida verdadeira!
Para todos, desejo paz (a verdadeira, aquela que dá Cristo, e não a paz maçónica), saúde, amor, os bens materiais necessários e realização integral: espiritual, doutrinal, moral, intelectual, pessoal e profissional. Mas sobretudo, desejo-vos garra para lutar sempre com unhas e dentes por aquilo em que acreditam e pela concretização dos vossos objectivos e saudáveis ambições.
[No Sábado, tenho que vos falar de uma nova luta: a Missa Tridentina no Porto. Estejam atentos ao blog Tradição Católica. Pois é, parar é morrer! Vamos à luta!!!]
Um excelente 2010!
terça-feira, 29 de Dezembro de 2009
Modéstia, castidade e sexualidade
É certo que “tudo é limpo para os limpos”, mas também quem é limpo deve evitar tudo aquilo que ameace a sua pureza.
Diferentemente dos pecados contra a castidade, os pecados contra a modéstia podem ser veniais. Os atentados contra esta virtude, que se proponham directamente despertar um apetite sexual ilícito, são sempre pecado mortal. Excluindo estes, a gravidade dos pecados contra a modéstia depende da intenção do pecador, do grau em que a sua imodéstia excite os movimentos sexuais, da gravidade do escândalo causado.
Um aspecto que todos devemos ter muito em conta é que Deus, ao estabelecer os meios para perpetuar a espécie humana, fez do homem (varão) o princípio activo do acto procriador. Por essa razão, os desejos masculinos acendem-se normalmente com muito mais facilidade do que na mulher. Pode acontecer que uma menina, com toda a inocência, faça umas meiguices ousadas que para ela não serão mais do que uma expansão romântica à luz da lua, mas que para o seu jovem companheiro poderão eventualmente ser ocasião de pecado mortal. Na mesma linha de ignorante inocência, uma mulher pode atentar sem má intenção contra a modéstia no vestir, simplesmente por medir a força dos instintos sexuais masculinos pela sua própria.
A nossa cultura contemporânea apresenta diversos pontos fracos que nos devem chamar a atenção em se tratando da virtude da castidade.
Uma dessas práticas, que pela sua própria natureza é pecaminosa, é a de avistar-se com pessoas separadas ou divorciadas. Um encontro com um divorciado (ou uma divorciada) com intenção amorosa pode ser suficiente para que o coração se apegue e se chegue facilmente a um pecado de adultério ou, pior ainda, a uma vida permanente de adultério ou a um “casamento” fora da Igreja.
Às vezes, em momentos de grave tentação, podemos pensar que este dom maravilhoso de procriar que Deus nos deu é uma bênção discutível. Em momentos assim, temos que recordar duas coisas: primeiro, que não há virtude autêntica nem bondade verdadeira sem esforço. Uma pessoa que nunca sofresse tentações não poderia jamais ser chamada virtuosa no sentido comum (não teológico) da palavra. Deus pode, naturalmente, conceder a alguém um grau excelso de virtude sem a prova da tentação, como foi o caso de Nossa Senhora. Mas o normal é que uma pessoa se torne virtuosa e adquira méritos para o céu precisamente pelas suas vitórias sobre fortes tentações.
Também devemos lembrarmo-nos de que, quanto maior for a tentação, maior será a graça que Deus nos dará para resistir lhe, se a pedirmos e aceitarmos, se lutarmos com todos os meios que estão ao nosso alcance. Deus nunca permite que sejamos tentados acima da nossa capacidade de resistência (com a sua graça). Ninguém pode dizer: “Pequei porque não pude resistir”. O que está ao nosso alcance é evitar os perigos desnecessários; rezar com constância, especialmente nos momentos de fraqueza; frequentar a Missa e a Sagrada Comunhão; ter uma profunda e sincera devoção a Maria, Mãe Puríssima."
(Leo J. TRESE, "A Fé Explicada", Capítulo XIX, páginas 237 a 239)
domingo, 27 de Dezembro de 2009
A sexualidade é uma bênção, uma dádiva de Deus, se for vista dentro do plano, do projecto do Senhor para as nossas vidas
O exercício da faculdade de procriar pelos esposos (os únicos a quem cabe esse exercício) não é pecado, como também não o é procurar e gozar o prazer do abraço conjugal. Pelo contrário, Deus uniu um grande prazer físico a esse acto para garantir a perpetuação do género humano. Se não surgisse esse impulso de desejo físico nem houvesse a gratificação do prazer imediato, os esposos poderiam mostrar-se renitentes em usar essa faculdade dada por Deus diante a perspectiva de terem que enfrentar as cargas de uma possível paternidade. O mandamento divino “crescei e multiplicai-vos” poderia frustrar-se. Sendo um prazer dado por Deus, desfrutá-lo não é pecado para o esposo e a esposa, sempre que não se exclua dele, voluntariamente, o fim divino.
Uma responsabilidade peculiar que incumbe aos pais é a de aceitarem com generosidade os frutos da sua união, os filhos. O Catecismo observa que “por justas razões, os esposos podem querer espaçar o nascimento dos seus filhos. Cabe à sua consciência verificar se tal desejo não procede do egoísmo, antes é conforme à justa generosidade de uma paternidade responsável. Além disso, regularão o seu comportamento segundo os critérios objectivos da moralidade.
[Motivos verdadeiramente graves, claro. Só esses são aceites pela Santa Igreja para limitar o número de filhos]
“A continência periódica, os métodos de regulação dos nascimentos fundados na auto-observação e o recurso aos períodos infecundos são conformes aos critérios objectivos da moralidade. Estes métodos respeitam o corpo dos esposos, estimulam a ternura entre eles, e favorecem a educação de uma liberdade autêntica. Em contrapartida, é intrinsecamente má «qualquer acção que, quer em previsão do ato conjugal, quer durante a sua realização, quer no desenrolar das suas consequências naturais, se proponha como fim ou como meio tornar impossível a procriação» (HV14)” (ns. 2368 e 2370). O uso de qualquer meio anticoncepcional, como a pílula, o DIU ou os preservativos, mesmo entre casados, constitui pecado grave, porque desvincula o sexo de um dos seus aspectos centrais, a possibilidade de gerar filhos. Em muitos casos, além disso, esses meios podem ser abortivos, o que faz as pessoas que lançam mão deles incorrer também numa infracção do quinto mandamento.
Para muita gente – e nalgumas ocasiões para a maioria -, esse prazer dado por Deus pode, porém, converter-se em pedra de tropeço. Por causa do pecado original, o controle perfeito que a razão deveria exercer sobre o corpo e os seus desejos, está gravemente debilitado. Sob o impulso veemente da carne rebelde, surge uma ânsia de prazer sexual que prescinde dos fins de Deus e das coordenadas que Ele estabeleceu (dentro do matrimónio cristão) para o acto sexual. Noutras palavras, somos tentados contra a virtude da castidade.
Esta é a virtude que Deus nos pede no sexto e no nono mandamentos: “Não cometerás adultério” e “não desejarás a mulher do teu próximo”. Rememoremos que a “lista dos mandamentos” nos foi dada como ajuda para a memória: uns comportamentos pelos quais distribuir os diferentes deveres para com Deus. Cada mandamento menciona especificamente apenas um dos pecados mais graves contra a virtude a praticar (“não matarás”, “não furtarás”), e sob esse encabeçamento são agrupados todos os pecados e todos os deveres de natureza semelhante. Assim, é pecado não só matar, como também travar um duelo ou odiar; é pecado não só furtar, como também danificar a propriedade alheia ou cometer fraude.
Do mesmo modo, é pecado não só cometer fornicação – a relação carnal entre duas pessoas solteiras -, como também praticar qualquer acção deliberada, como tocar-se a si mesmo ou tocar outra pessoa, com o propósito de despertar o apetite sexual fora da relação conjugal. É pecado não só desejar a mulher do próximo, como alimentar pensamentos ou desejos desonestos em relação a qualquer pessoa.
Inclui-se aqui a questão bastante actual da moralidade das relações homossexuais. O Catecismo esclarece: “A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres, que experimentam uma atracção sexual exclusiva ou predominantemente para com pessoas do mesmo sexo. Reveste formas muito variáveis, através dos séculos e das culturas. A sua génese psíquica continua em grande parte por explicar. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a Tradição sempre declarou que «os actos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados» (CDF, decl. Persona humana, 8). São contrários à lei natural, fecham o acto sexual ao dom da vida, não procedem de uma complementaridade afectiva sexual, não podem, em caso algum, receber aprovação” (n. 2357).
A castidade – ou pureza – é definida como a virtude moral que regula rectamente toda a expressão voluntária de prazer sexual dentro do casamento e a exclui totalmente fora do estado matrimonial. Os pecados contra esta virtude diferem dos que atentam contra a maioria das demais virtudes num ponto muito importante: os pensamentos, palavras e acções contra a virtude da castidade, se forem plenamente deliberados, são sempre pecado mortal. Uma pessoa pode violar outras virtudes, mesmo deliberadamente, e, no entanto, pecar venialmente, se se trata de matéria leve. Uma pessoa pode ser ligeiramente intemperante, insincera ou desonesta. Mas ninguém pode cometer um pecado leve contra a castidade se violar a virtude da pureza com pleno consentimento. Tanto nos pensamentos como nas palavras ou acções, não há “matéria leve”; não há matéria irrelevante quanto a esta virtude.
A razão é muito clara. O poder de procriar é o mais sagrado dos dons físicos do homem, o que mais directamente se liga a Deus. Este carácter sagrado faz com que a sua transgressão tenha maior malícia. Se a isso acrescentamos que o acto sexual é fonte da vida humana, compreendemos que, se se envenena a fonte, envenena-se a humanidade. Este é o motivo por que Deus rodeou o acto sexual de uma muralha alta e sólida, com cartazes bem visíveis para todos: Proibida a passagem! Deus empenha-se em que o seu plano para a criação de novas vidas humanas não lhe seja tirado das mãos e se desagrade ao nível de instrumento de prazer e de excitação perversos. A única ocasião em que um pecado contra a castidade pode ser venial é quando falta plena deliberação ou pleno consentimento."
(Leo J. TRESE, "A Fé Explicada", Cap. XIX, p. 234-237)
sábado, 26 de Dezembro de 2009
As duas atitudes erradas perante a sexualidade humana: o hedonismo e o puritanismo
Essa atitude é a do solteiro ou da solteira “fácil”, que têm ligações amorosas, mas jamais amor. É também uma atitude que se encontra com frequência entre os separados e os divorciados, sempre em busca de novos mundos de prazer a conquistar.
A outra atitude errónea é a daquele que pensa que tudo o que é sexual é baixo e feio, um mal necessário que manchou a raça humana. Sabe, é claro, que a faculdade de procriar deve ser usada para perpetuar a humanidade, mas, para ele, a união física entre marido e mulher continua a ser algo sujo, algo que mesmo em pensamento mal pode ser tolerado.
Esta infeliz atitude mental é adquirida geralmente na infância, por uma educação errada dos pais e mestres. Na sua ânsia de formá-las na pureza, incutem nas crianças a ideia de que as partes íntimas do corpo são em essência más e vergonhosas, em vez de ensinar-lhes que são dons de Deus, dons que elas devem apreciar e reverenciar. A criança adquire assim a noção turva de que o sexo é algo que as pessoas bem educadas jamais mencionam, nem sequer em casa e aos próprios pais.
[Nota da autora do blog: isto fazem os puritanos que, depois mais tarde, vêm queixar-se das imoralidades dos filhos e filhas, não suficientemente alertados pelos pais dos perigos a que estavam expostos]
A pior característica desse estado mental é que tende a perpetuar-se: a criança assim deformada transmitirá esta deformação por sua vez aos seus. Essa ideia errada do sexo acaba com muitos casamentos, que de outros pontos de vista, seriam felizes.
O que é verdade é que o poder de procriar é um dom maravilhoso com que Deus dotou a humanidade. Deus não era obrigado a dividi-la em homens e mulheres. Podia tê-la formado com seres assexuados, dando origem a cada corpo (como faz com a alma), por um acto directo da sua vontade. Em vez disso, na sua bondade, dignou-se fazer com que a humanidade participasse do seu poder criador, para que pudessem existir as belas instituições do matrimónio, da paternidade e da maternidade, através das quais poderíamos compreender melhor a paternidade divina, a sua justiça, a sua providência e através da maternidade humana, a ternura maternal de Deus, a sua misericórdia e compaixão; desse modo preparava também o caminho para a santa maternidade de Maria e para que no futuro entendêssemos melhor a união entre Cristo e a sua Esposa, a Igreja.
Todas estas razões e muitas outras ocultas na profundidade da sabedoria de Deus levaram-no a criar a humanidade dividida entre homens e mulheres. Situando-se como vértice, Deus estabeleceu uma trindade criadora composta de esposo, esposa e Ele mesmo; os esposos actuam como instrumentos de Deus na formação de um novo corpo humano, e Ele próprio se coloca de certa maneira à disposição do marido e mulher para criar a alma imortal desse minúsculo corpo que, sob os cuidados de Deus, eles geram pelo amor.
“A fecundidade é um dom, uma finalidade do matrimónio, porque o amor conjugal tende naturalmente a ser fecundo. O filho não vem de fora juntar-se ao amor mútuo dos esposos; surge no próprio coração deste dom mútuo, do qual é fruto e complemento. Por isso, a Igreja que «toma partido pela vida». (FC 30), ensina que «todo o ato matrimonial deve estar aberto à transmissão da vida» (HV 11)” (n. 2366)."
(Leo J. TRESE, "A Fé Explicada", Cap. XIX, p. 233-234)
quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009
Um santo Natal a todos!
Que Jesus possa nascer nas nossas almas, nos nossos corações e em toda a nossa vida; que Ele reine sobre nós, sobre as nossas famílias, sobre o nosso país e sobre todo o mundo.
Que ao nascer em nós, abrande a nossa dureza de coração e nos faça renascer para uma vida santa e piedosa, na Sua presença amorosa.
Que este Jesus, que é Deus, e que por amor imenso aos homens quis nascer pobremente vos cumule de bênçãos. Que Maria Imaculada, Sua e nossa Mãe, aquela mulher única que meditava todas as coisas no seu coração, nos guarde nesse mesmo coração cheio de amor, bondade e compaixão e nos leve purificados ao Seu filho Jesus, limpos, livres de toda a mancha da iniquidade e do pecado. Que nos ajude a renascer, neste Natal do Senhor.
Vou para Fátima, à Missa tradicional (Tridentina, como é óbvio!) e, por isso, só terei acesso à net amanhã à noite. Antes não.
Fiquem todos com o bom Deus e um santo Natal!
Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade.
domingo, 20 de Dezembro de 2009
Neste Natal, faça uma criança feliz
Não vou contar-vos a história toda, porque ela tem
um blog
Onde relata tudo com pormenores.
[a mãe ou o pai por ela, claro]
Quem puder ajudar, não deixe de o fazer, por favor. As crianças são o melhor que há no mundo: aqueles sorrisinhos lindos e inocentes que iluminam as nossas vidas, aquela doçura no toque, nas palavras, no olhar… este Natal, faça uma criança feliz! Ajude a Cármen.
Já estou a seguir o blog dela e, a partir de agora, vou estar atenta a tudo o que lhe diga respeito.
Quem ama as crianças como eu, sente uma dor imensa por ver estes anjinhos sofrer, ainda que não os conheça pessoalmente. Uma menina desta idade, que deveria estar a brincar, a correr, a cantar e a viver no mundo encantado dos sonhos, passa já por uma adversidade destas. Por favor, os portugueses que puderem, ajudem!

